ANA CAROLINA DESABAFO

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011


Pai... 
Pai, olho tuas mãos, Elas são importantes na construção de teus filhos; Que elas saibam ser firmes no orientar, Serenas no amparar; Que elas não fujam ao dever de punir, E não se aviltem por agredir...
Tuas mãos, pai,
Devem ser o exemplo do teu trabalho E que não se abram apenas materialmente, Que isso é um modo de fechar a consciência, Mas que, ao abri-las estejas abrindo muito mais O teu coração e a tua compreensão...

Teus olhos, pai, que responsabilidade eles têm,
Que eles vejam as qualidades de teus filhos, Por pequenas que sejam, para que as faças crescer, Mas que não deixem de ver os defeitos e as falhas, Porque pode ser teu o dever de corrigi-las...

Não te consideres, pai, sem defeitos,
Mas que isso não te desobrigues Da perfeição de ensinares o que sabes certo, Ainda que tu mesmo tenha dificuldade em segui-lo, Mais importante do que conseguí-lo, Sem dúvida será lutar por ele.

Pai, o que se quer de ti,
É que pai sejas, No conceber por amor, No receber por amor, No renunciar por amor, No amor total dos filhos que, sem teu amor, perderão o significado da própria vida.

Pai, estás presente no sangue,
Na herança biológica, Na cor, no nome, na língua, Tudo isso, porém, desaparecerá Senão te fizeres presente no coração.



  “A este homem devo tudo que sou hoje, se não sou perfeito não por causa dele, e sim, pelos meus atos.
Cada dia que passo nesta vida sinto tua falta, daqueles momentos dos quais só você (senhor) me proporcionou.
“PAI, palavra da qual nunca deixarei de pronunciar, certamente onde estiver, ouvirá.” 
SAUDADES
“Os ventos que às vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar.
Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim, aprender a amar o que nos foi dado. “Pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre.”
                             Te Amo Pai


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