ANA CAROLINA DESABAFO

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sábado, 29 de outubro de 2011

Instituto Eco-Engenho muda a vida de comunidade em São Jose da Tapera - AL


"SE VOCÊ TEM DUVIDA DE QUE UMA COMUNIDADE PODE SER TRANSFORMADA E SÓ ACREDITAR EM PESSOAS QUE REALMENTE ACREDITA NA TRANSFORMAÇÃO DO SER HUMANO VEJA NO VIDEO QUE, PRECISAMOS VALORIZAR OS JOSE ROBERTO DA FONSECA QUE AINDA EXISTE NESTE PAÍS E QUE USA SUA CRIATIVIDADE EM BUSCA DO BEM ESTAR DA SOCIEDADE, ESTE SIM SABE USAR AS ONGS PARA BENEFICIO DOS MENOS FAVORECIDOS.



PARABENS PELA ATITUDE
ENGº JOSE ROBERTO DA FONSECA,

  



Instituto Eco-Engenho muda a vida de 



comunidade no interior de AL


ONG usa a tecnologia para transformar a realidade dos moradores de Baixas. Plantação hidropônica de pimentas vira fonte de renda das famílias.

Do Ação
Metade das famílias do semi-árido nordestino, região com 25 milhões de habitantes, vive com menos de meio salário mínimo e registra uma das mais altas taxas de mortalidade infantil do Brasil. O sol sempre foi o vilão do lugar. Mas foi a partir dele que a transformação chegou à comunidade de Baixas, no interior de Alagoas.
Há alguns anos, a maior parte das casas de São José da Tapera era feita de taipa. Metade da casa da agricultora Marinês da Silva é feita de tijolo e a outra metade ainda é de taipa. A água entra pelo teto e na cozinha os alimentos ficam expostos porque não tem luz nem refrigerador. O banheiro fica na parte de fora da casa. “Eu queria ter minha casa ajeitada. Ter uma casa dessas faz até vergonha o povo chegar”, lamenta.
Inconformado com essas situações, o engenheiro José Roberto da Fonseca reuniu um grupo de amigos que fundaram há dez anos o Instituto Eco-Engenho. “Uma reunião de profissionais diversificados, com várias formações como engenheiros, biólogos, economistas e arquitetos, se formou e resolveu criar a ONG com a finalidade de usar a tecnologia para a inclusão social e desenvolvimento sustentável. O Eco-Engenho foi um nome que eu inventei para tentar consolidar essa história de ecologia com engenharia, que é também um pouco da minha origem”, explica José Roberto Fonseca, fundador do Instituto Eco-Engenho.
Naquela época, o município de São José da Tapera, a 240 quilômetros de Maceió, tinha o pior índice de desenvolvimento humano do Brasil e a comunidade de Baixas era apontada como a mais pobre da cidade. Em 2006, o Eco-Engenho criou o Projeto H2Sol.
“O sol é o maior fornecedor de energia da terra e esse pessoal tem esse presente. A gente tem uma tecnologia que pode fazer a luz do sol bater, gerar energia e trazer a água debaixo da terra. Essa água a gente vai fazer um jeito com ela”, esclarece Fonseca.
O projeto também criou um sistema para trazer água da nascente de um morro próximo. “Não bastava a água. Um agrônomo que se incorporou ao grupo disse que tinha um modelinho de cultivo hidropônico com garrafinhas pet. Eu digo que essa é a grande luz porque eu não gasto muita água infiltrando no solo nem por evaporação. Então, toda pouca água que eu tenho, eu faço recircular com nutriente, passando exclusivamente na raiz da planta”, explica Fonseca.
Então, surgiu a ideia de plantar pimenta, capacitar as moradoras e fabricar um vinagrete especial. “Quando foi para mim eu falei ‘meu Deus, logo pimenta; o que nós vamos fazer com pimenta?’. Eu achava que era uma coisa que não tinha comércio para pimenta. Mas, graças a Deus, abaixo de Deus foi a pimenta”, diz a agricultora Josefa.
“A pimenta mudou a minha vida. Antes, o trabalho da gente era só de viver”, diz a agricultora Maria Cleide de Souza.
“Para uma renda familiar de R$ 90, teve período que eles tiraram acima do salário mínimo”, calcula Fonseca.
“Antes a gente tinha que trabalhar na roça para poder comprar roupa ou calçado. Hoje, a gente tem com o que comprar”, compara a agricultora Marcicleide Alves dos Santos.
Em 2008, a comunidade de Baixas ganhou a ajuda da ONG Amigos do Bem, que construiu casas para os moradores da região.
“Eles batizaram pimenta da tapera. Esse foi outro grande lance. Poderia ter inventado uma coisa mais sofisticada, mas o que valeu foi que o rótulo e o nome tiveram a cara deles”, diz Fonseca.
São as mulheres que levam o projeto adiante. “Homem jamais faria isso de deixar bonitinho colocando uma metade de amarela e uma metade de vermelha, ambas com cortes mais ou menos finos. Na mão das mulheres é muito mais organizado. Elas estão comprando as coisas para as crianças e organizando a casa”, esclarece Fonseca.
A pimenta produzida em São José da Tapera foi parar em Maceió, Alagoas. Os potinhos de pimenta estão em supermercados e hotéis. “O mais importante não é o produto, mas o que está por trás dele. Quando a gente explica que se trata de um projeto social de muita relevância, a gente acaba atingindo um índice de venda bem razoável”, diz Dawis Alves de Oliveira, recepcionista de hotel.
“Produzimos um prospecto que convida a pessoa a ser um consumidor solidário. Tem algumas pessoas que ainda pedem mais. Normalmente, a gente coloca duas pimentas num apartamento e o hóspede chega à recepção e pede mais”, explica Mauro José Vasconcelos, dono do hotel.
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Um comentário:

  1. Parabéns,

    Pela matéria deste projeto pequeno de uma grandeza humanitária muito grande, onde um homem usa seus conhecimentos para o bem estar da sociedade e isso que dignifica o ser humano isso é fazer o bem sem olhar a quem e, são isso os exemplos que devemos seguir, é isso que os homens inteligentes principalmente do Estado de alagoas que tem o poder na mão deveriam adotar, são estas matérias de exemplos que queremos ver no nosso Estado, São esses os índices que queremos para alagoas,

    Parabéns,

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